Estudantes de Gestão e Produção Cultural Dialogam com o Mestre Etona
Estudantes do 1.º ano do curso de Licenciatura em Gestão e Produção Cultural da Faculdade de Artes da Universidade de Luanda realizaram, no dia 2 de Junho, uma visita académica ao Centro Educacional de Artes Etona, onde mantiveram um encontro com o artista plástico António Tomás Ana, conhecido como Mestre Etona.
A iniciativa teve como objectivo aproximar os estudantes da realidade prática do sector artístico e cultural, reforçando a ligação entre os conteúdos abordados em sala de aula e a experiência de protagonistas das artes em Angola.
Durante a visita, os estudantes conheceram o funcionamento do Centro Educacional de Artes Etona, instituição dedicada à formação artística e humanística de crianças e jovens, e dialogaram com o seu fundador sobre temas ligados à arte, à educação, à cultura, à cidadania e ao desenvolvimento nacional.
Na ocasião, a docente da disciplina de Oficina, Eliseth Rodrigues, explicou que a actividade surgiu da necessidade de aproximar os estudantes dos principais actores do sistema artístico nacional, com vista a proporcionar uma formação mais completa e alinhada às exigências do mercado cultural.
estudantes dos principais actores do sistema artístico nacional, com vista a proporcionar uma formação mais completa e alinhada às exigências do mercado cultural.
Segundo a docente, o contacto directo com profissionais experientes permite aos estudantes compreender melhor os desafios da gestão cultural e desenvolver uma visão mais crítica sobre a realidade artística angolana.
Por sua vez, Mestre Etona partilhou reflexões sobre o papel transformador da arte na educação e na construção da cidadania. “Investir no homem é o mais alto dos projectos que garante o desenvolvimento de um país”, sublinhou o artista, defendendo uma aposta contínua na formação das novas gerações.
Nascido no Soyo, em 1961, António Tomás Ana, Mestre Etona, é uma das principais referências das artes plásticas em Angola. Com formação em Escultura Monumental e um percurso marcado pela actuação na União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), destacou-se pela criação de monumentos públicos de grande relevância, entre os quais as estátuas da Rainha Ginga, em Malanje, da Justiça, em Luanda, e a obra O Pensador, além de trabalhos realizados em Portugal e na Coreia do Sul.
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