Faculdade de Artes da UniLuanda realiza mesa-redonda sobre o desenvolvimento económico de grupos de dança
A Faculdade de Artes da UniLuanda realizou, na última semana de Abril, dia 27, nas suas instalações, uma mesa-redonda subordinada ao tema “Desenvolvimento Económico dos Grupos de Dança em 2026”. O evento, realizado em antevisão das celebrações do Dia Internacional da Dança, assinalado em 29 de Abril, enquadrou-se no programa UniLuanda Cultural. Docentes, artistas e agentes culturais reuniram-se para debater estratégias de sobrevivência e crescimento do sector face aos actuais desafios financeiros que Angola atravessa.
A actividade estruturou-se em dois eixos fundamentais de debate. Na primeira mesa-redonda, o foco foi a gestão e a sustentabilidade, e contou com as intervenções de Eliseth Rodrigues, Maneco Vieira Dias, Aneth Silva, Newman Silva e Felicidade Cassule. Os prelectores partilharam experiências sobre como manter de grupos artísticos em contextos de crise, defendendo o autofinanciamento através de espectáculos independentes, formações pagas e o uso intensivo das plataformas digitais para a captar de novos públicos e receitas .
Para os especialistas, “a viabilidade das artes coreográficas em 2026 depende de uma organização interna rigorosa e de uma liderança eficaz que permita a diversificação das fontes de rendimento, reduzindo a dependência de subsídios externos”.
No segundo momento da mesa-redonda, o agente cultural Matias Missale Camuengue trouxe uma reflexão sobre o Carnaval angolano. O prelector destacou a evolução organizativa dessa festa popular do País, sublinhando o seu impacto social e o potencial para atrair investimento turístico, desde que haja uma gestão profissionalizada e maior diálogo entre as companhias e as instituições.
“O Carnaval não pode ser visto apenas como um momento de folclore, mas como uma indústria capaz de gerar dividendos. É urgente profissionalizar a organização e o financiamento para que o impacto social se traduza em real crescimento económico e turístico para as nossas comunidades”, afirmou Camuengue.
Para encerrar o evento, houve um momento cultural diversificado, onde estudantes da Faculdade de Artes protagonizaram apresentações de teatro, dança e música, destacando a importância da formação académica na valorização do património cultural angolano.
Departamento de Tecnologia de Informação e Comunicação(DTIC)